Mãe perfeita não existe, mas o sofrimento causado por essa cobrança é real
Durante décadas, a sociedade criou um modelo de maternidade baseado na perfeição.
A mulher deveria ser paciente o tempo inteiro, nunca demonstrar cansaço, estar sempre disponível para os filhos, administrar a casa, manter a carreira profissional e ainda preservar o equilíbrio emocional.
Segundo o Dr. Danilo de Melo, psiquiatra em Goiânia, esse padrão é impossível de ser alcançado e acaba produzindo um enorme desgaste psicológico.
Quando a mãe acredita que precisa atender a todas essas expectativas, ela começa a ignorar sinais importantes do próprio corpo.
As primeiras manifestações costumam incluir cansaço constante, dificuldade para relaxar, alterações do sono, irritabilidade e sensação permanente de insuficiência.
Se não houver intervenção, esse quadro pode evoluir para ansiedade, depressão ou burnout materno.
O Dr. Danilo de Melo ressalta que a maternidade saudável não depende da ausência de erros.
Ela depende da capacidade de reconhecer limites, pedir ajuda quando necessário e compreender que nenhuma pessoa consegue sustentar perfeição diariamente.
Cuidar da própria saúde emocional não torna nenhuma mulher menos mãe.
Ao contrário.
Uma mãe emocionalmente fortalecida consegue oferecer mais equilíbrio, segurança e presença para toda a família.



