Entenda por que o tamanho da prótese de silicone não decide sozinho o resultado
“Qual tamanho de prótese devo colocar?”
Essa é uma das perguntas mais frequentes entre mulheres interessadas em aumento mamário.
Apesar de o volume ser importante, ele representa apenas uma das características do implante.
Para Dr. Paulo Germano, Cirurgião Plástico em Goiânia, a decisão deve considerar simultaneamente as dimensões da prótese e as características anatômicas da paciente.
Uma prótese de 300 ml, por exemplo, não possui necessariamente as mesmas medidas que outra prótese do mesmo volume.
O implante pode apresentar base mais larga e menor projeção ou uma base menor com maior projeção para frente.
É justamente aí que entram os diferentes perfis.
O perfil determina como determinado volume será distribuído entre largura e projeção.
Também existem diferentes formatos.
Próteses redondas podem oferecer distribuição mais uniforme do volume. As anatômicas possuem formato desenvolvido para reproduzir uma distribuição semelhante ao contorno natural da mama. Modelos cônicos podem concentrar maior projeção em uma base relativamente menor.
Mas nenhuma dessas características deve ser analisada isoladamente.
Durante o planejamento, o cirurgião também avalia fatores como:
• largura do tórax;
• largura da base mamária;
• quantidade de tecido existente;
• espessura da cobertura da prótese;
• elasticidade da pele;
• assimetrias;
• proporções corporais;
• expectativa da paciente.
A superfície do implante representa outra decisão importante. Existem próteses lisas, texturizadas e diferentes tecnologias de revestimento.
Essa escolha também envolve análise de segurança, especialmente porque alguns tipos de superfícies texturizadas apresentam associação com o BIA-ALCL.
Por isso, não existe uma resposta baseada exclusivamente em “quantos ml ficam melhores”.
A prótese adequada resulta da combinação entre medidas, anatomia, expectativa e planejamento cirúrgico.



