Cirurgia plástica pode trazer mais confiança? A resposta depende de vários fatores
É comum ouvir pacientes dizerem que esperam se sentir mais confiantes depois de uma cirurgia plástica.
Essa possibilidade existe, principalmente quando determinada característica corporal causa desconforto persistente e o resultado alcançado corresponde às expectativas.
Mas não há como garantir previamente essa mudança emocional.
Confiança e autoestima são influenciadas por aspectos que vão muito além da aparência física.
O procedimento pode modificar uma característica concreta, como flacidez, excesso de pele, volume das mamas ou contorno corporal. Entretanto, outras inseguranças podem permanecer.
É justamente por isso que a avaliação antes da cirurgia precisa ir além da escolha da técnica.
O cirurgião precisa compreender o que incomoda, quais mudanças o paciente deseja e se elas são possíveis dentro de sua anatomia.
Expectativas irreais podem produzir frustração mesmo quando a cirurgia apresenta um resultado tecnicamente adequado.
Também é necessário respeitar o tempo de recuperação.
Nas primeiras semanas, edema, equimoses, alterações de sensibilidade e cicatrizes recentes podem fazer com que o corpo tenha uma aparência bastante diferente daquela que terá depois da recuperação.
O resultado precisa amadurecer.
A cirurgia tende a fazer mais sentido quando o paciente compreende esse processo e busca uma mudança para si, e não para satisfazer expectativas externas.
Mais confiança pode ser uma consequência percebida por alguns pacientes.
Mas o principal objetivo médico continua sendo realizar uma mudança possível, proporcional e segura.



